Pelas lentes do Instagram

Quando lançado, há mais de um ano, o Instagram era um aplicativo usado apenas em iOS (sistema operacional móvel da Apple), mas que encontrou no boca a boca, ou melhor dizendo, encontrou nos compartilhamentos e nas redes sociais a maneira mais fácil e rápida de se popularizar. Afinal, a ideia era simples: você bate uma foto pelo celular, escolhe um efeito dentre um leque de filtros divertidos e coloridos, escreve algo sobre a imagem e pronto, é só postar.

Na sua própria conta do Instagram, – com direito a perfil, seguidores e seguidos – as fotos ficam armazenadas e, é claro, podem ser compartilhadas pelo Facebook e Twitter. Com o tamanho sucesso que alcançou na internet, ele foi disponibilizado também para aparelhos Android e comprado pelo Facebook. Agora, ele se encontra em uma nova fase, onde além de rentável, o aplicativo também está na base de projetos que ganharam olhares mais coloridos e diferentes com as lentes do Instagram.

Em 2011, Luiza Voll e Daniela Arrais tiveram a ideia criar um projeto sem fins lucrativos usando o aplicativo. Partindo da ideia de “O que deixa o seu dia mais feliz?”, as meninas lançavam uma missão que ia de “Fotografe um sorriso” até “Fotografe chão”. O resultado? As missões que as meninas lançaram viraram febre e vários usuários começaram a participar e emprestar seu olhar – e seu filtro – para a galeria de fotos com o tema. No final, a foto mais legal era escolhida pelas meninas e divulgada como a vencedora daquela missão.

Hoje o Instamission foi muito além de seu projeto original. Interessadas no poder de marketing que essa corrente podia gerar, empresas e marcas investiram em missões do projeto e levaram seus produtos para os efeitos do aplicativo. E os ganhadores ainda levavam para casa um prêmio especial concedido pelo patrocinador.

Segundo Luiza e Daniela – em entrevista concedida para o FFW – hoje elas podem viver só com os lucros do Instamission, e pelo vídeo comemorativo de um ano já é de se esperar que ele ainda renda muito, financeiramente e de forma inspiradora, para as duas.

 

A banda The Vaccines também enxergou no Instagram uma outra possibilidade. Eles pediram aos fãs que tirassem fotos de suas apresentações ao redor do mundo e publicassem no aplicativo com a tag #vac­ci­nes­vi­deo. As imagens mais legais foram escolhidas pela banda e o resultado final foi o clipe de “Wetsuit”, que é um compilado de cenas inusitadas e que mostram um pouco do universo da própria banda e de seus fãs.

 

Recentemente, foi divulgado o Instagram Socialmatic, uma nova iniciativa que envolve os filtros do Instagram. Da empresa ADR Studio, o projeto é ainda apenas uma ideia, mas assim como aparece em sua apresentação “Instagram Socialmatic é apenas um conceito. Mas, talvez, poderia se tornar real”.

O Instagram Socialmatic nada mais é do que uma câmera real de formato quadrado, no mesmo estilo do Instagram, que tem diferentes filtros para serem acoplados as suas lentes e, assim, levar o uso do aplicativo muito além dos celulares. Afora isso, a câmera ainda promete muito mais com Bluetooth, Wi-fi, visor de LCD de 4.3 polegadas sensível ao toque,  memória de 16GB e um sistema de impressão parecido com as câmeras Polaroid.

O uso do Instagram além do celular, ao que tudo indica, parece não estar tão longe assim de virar realidade. Da mesma forma, o investimento de marcas e empresas que queiram divulgar seus produtos pelo aplicativo só tende a crescer e fortalecer novas áreas ainda nem imaginadas pelos usuários. Prova de que as ideias podem ser infinitas, basta muita criatividade e alguns filtros que deixam tudo ainda mais à vista.

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    O figurino de The Big Bang Theory

    Já em sua quinta temporada, a série de comédia The Big Bang Theory -  do canal Warner Channel -  já comprovou a qualquer um que veio mesmo para ficar. O quarteto de nerds interpretados por  Johnny Galecki [Leonard], Jim Parson [Sheldon], Kunal Nayyar [Raj] e Simon Helberg [Howard] e a única menina não nerd do grupo, Kaley Cuoco [Penny], deixaram as impressões erradas e esteriotipadas do começo da série de lado, para dar lugar a uma boa dose de humor inteligente.

    Entre as várias características que ajudam na construção de cada personagem, o figurino é uma das que mais se sobressai. Tanto as roupas do dia a dia usadas pelos amigos quanto as suas fantasias de super heróis, ajudam os telespectadores a entenderem um pouco mais do universo tão característico que a série se propõem retratar.

    No mundo nerd dos garotos do TBBT, as roupas quase sempre fazem referências a aqueles que são seus ídolos – e nessa lista os nomes podem ir de Stephen Hawking até Lanterna Verde. Equações matemáticas, teorias físicas e até personagens de video game podem dar o ar da graça nas camisetas usadas pelo quarteto, usando e abusando de cores berrantes e detalhes chamativos em todo o visual.

    O que pode parecer uma quase fantasia, na tela, não funciona assim. Um dos fatos do figurino de TBBT funcionar tão bem no seriado e ter agradado tanto os fãs, é o  de que as roupas usadas pelos garotos soam naturais aos olhos, como parte do jeito de ser cada de cada um.

    Em uma época onde cada vez mais as roupas falam por nós, o figurino do seriado acerta em cheio ao trazer imagens tão características de uma forma repaginada, introduzidas na série como apenas mais uma forma de expressão ‘nerd’ dos garotos da série.

    Um dos fatos que reforçam ainda mais essa ideia de naturalidade são as roupas usadas por Kaley Cuoco, que se para nós podem parecer mais próximas da realidade, no seriado funcionam de maneira inversa: é o único figurino estranho em meio à decoração, piadas e brincadeiras dos rapazes.

    Para quem não conhece a série, os episódios vão ao ar todas as terças-feiras às 20h30, e ainda contam com a atuação da fofa Melissa Rauch [Bernadette] e a eterna Blossom, Mayim Bialik [Amy].

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      Coachella, a mistura que deu certo

      Em sua 13ª edição o Festival de Coachella tem prometido e cumprido sua tradição, trazendo atrações que empolgam, mobilizam e agitam pessoas de todos os lugares do mundo.

      Desde 1999, o Coachella Valley Music and Arts Festival é considerado um dos maiores e mais bem organizados festivais de todo o planeta. Como exemplo para tantos outros eventos do mesmo porte, o Coachella começou com pretensões bem menores, apostando na união da música com a arte como química perfeita para o sucesso. Contra todas as probabilidades, – afinal ele acontece em um deserto no interior da Califórnia – a química deu tão certo por um motivo fundamental: o festival dá espaço, na mesma proporção, para nomes hypados da música e da arte como para aqueles que ainda estão começando e têm muito a mostrar.

      Inicialmente o festival acontecia em um final de semana, mas desde 2007, com o aumento considerável de pessoas e atrações, o Coachella ganhou três dias na sua programação. Em 2012 tudo mudou novamente e o festival passou a acontecer em dois finais de semana: 13 a 15 de abril e 20 a 22 de abril.

      Além de ser o primeiro festival a se preocupar com a questão da sustentabilidade, isso lá em 1999, o Coachella tem uma lista de nomes que já passaram pelos seus palcos – são várias tendas espalhadas pelo local – para dar inveja a qualquer fã de música: Paul McCartney, Florence and the Machine, Madonna, The Chemical Brothers, Rage Against the Machine, Daft Punk, Franz Ferdinand, Jay-Z, Muse, MGMT e mais uma infinidade de nomes que levam milhares de pessoas, todo ano, a comparecerem ao local.

      Em 2000, na sua segunda edição, problemas financeiros impediram a realização do festival, mas desde então o público e o reconhecimento do evento só tem crescido. Se na primeira edição o Coachella contou com a presença de 25 mil pessoas, em 2010 esse número chegou a 225 mil em seus três dias de apresentações.

      Em um evento que reúne tantos tipos, nomes e pessoas diferentes, a moda também está indiscutivelmente presente.  Inúmeros estilos e novidades podem ser vistos a todo o momento no Coachella, tornando o festival um centro de ideias, inspirações e novidades para a moda.

      É interessante observar como o Coachella cria um ambiente propício para essas expressões, afinal o evento tem exatamente como ideia essa mistura de atitudes e grupos. Apesar de outros festivais também reunirem pessoas de idades, gostos e vontades variadas, o Coachella tem a vantagem de ter criado um mito em torno de si, tornando o evento por si só uma expressão de sua época.

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        Twiggy, o rosto de todas as décadas

        Tudo começou em 1966, quando a então desconhecida Lesley Hornby teve seu cabelo descolorido e cortado bem curtinho por Leonard, um famoso cabelereiro da década de 60. Com o visual novo e incentivada por uma amiga que acreditava no seu potencial como modelo, a menina de 16 anos fez seu primeiro ensaio com o fotógrafo Barry Lategan. Quando as fotos ficaram prontas foram expostas no salão de Leonard e não demorou muito para que a editora de moda Deirdre McSharry sentisse que ali havia algo de especial. Em 23 de fevereiro do mesmo ano uma dessas fotos estampava o jornal Daily Express – onde Deirdre trabalhava – com os dizeres: “Twiggy, o rosto de 66”.

        Twiggy vinha de twig (graveto em inglês) e era o apelido de Lesley devido ao porte pequeno e magro da menina. O apelido pegou tão rápido quanto sua imagem, e a britânica com rosto de boneca e cílios postiços enormes foi um sopro de frescor em meio a tantas musas que a década de 60 produziu. Em meio à bombshells de corpo escultural como Marilyn Monroe, Twiggy era uma menina não só na idade e no rosto delicado, mas no próprio visual e na maneira de se portar. Dotada de uma androginia peculiar, Twiggy virou um símbolo da década de sessenta, incentivada pelo uso da minissaia e pelo estilo girlie que a britânica mostrava em suas aparições. Capa das principais revistas de moda do mundo, a modelo trabalhou sem parar, posando para fotógrafos como Richard Avedon e Bert Stern. Em 70, fez uma aposentadoria precoce das passarelas e apostou em outras áreas para brilhar.

        Twiggy decidiu investir em múltiplas carreiras. Além de apresentadora em programas de TV, estrelou filmes como “The boy friend” (1971), “W” (1974) e “Club Paradise” (1968), conquistou dois Globos de Ouro, gravou álbuns de diferentes estilos musicais, lançou linhas de roupa e levou seu nome para cabides, cílios postiços, bonecas e uma infinidade de produtos. Mas a britânica não parou por aí! Desde o começo de seu sucesso, lançou três biografias, a última chamada Twiggy – A Life in Photographs, em 2009, quando comemorou 60 anos de idade.

        Paralelo ao sucesso profissional, Twiggy foi casada com o ator Marco Whitney, com quem teve sua filha Carly. Viúva em 1983, a britânica casaria ainda mais uma vez, dessa vez com o ator Leigh Lawson.

        Atualmente Twiggy trabalha como designer (assinou uma linha de roupas e acessórios com o site HSN bem recebida pela crítica), é militante do PETA (People for Ethical Treatment of Animals) e faz aparições esporádicas na TV, como quando foi jurada do programa “America’s Next Top Model”.

        Ícone atemporal, Twiggy faz parte daquele seleto grupo de pessoas que possui o chamado “toque de Midas”, colocando o mundo, não só o da moda, aos seus pés.

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          Conheça mais sobre a Marni

          Nesse mês a H&M presenteou seus clientes. A rede de fast-fashion sueca trouxe para as suas araras uma coleção em parceria com a Marni, marca que desfila na semana de moda de Milão. Saída de uma recente parceria com a Versace, a H&M prova que diversificar é preciso: a linha sexyover de Donatella Versace cede espaço as construções geométricas e ao shape mais minimal da Marni, pretendendo agradar se não a gregos e troianos pelo menos uma boa parte da clientela da H&M. Fica mais fácil ainda quando descobrimos que a direção da campanha foi assinada por Sofia Coppola, que empresta todo seu talento como cineasta a todas as outras áreas onde atua.

          A história da Marni começou ainda em 1996 quando a marca comandada pela italiana Consuelo Castiglioni estreou sua linha feminina nas passarelas. Com uso forte de estampas e grafismos, a Marni aposta principalmente no estilo bohemian chic, que se mistura a uma estética vintage – a aposta em Sofia Coppola para dirigir a campanha não foi à toa – que tem chamado atenção dos consumidores e da mídia desde sua primeira apresentação. Ainda na década de 90 a marca fez história usando e abusando de pele em suas coleções. Atualmente, em meio há tantas críticas ao uso de pele na moda, a Marni é uma das poucas marcas que continua apostando na tendência e a revisitando de diferentes maneiras em suas peças.

          No inverno de 2007 foi a estreia de sua linha masculina, seguindo o mesmo estilo da já estabelecida linha feminina.  Em ambas, a mistura de estampas, os ousados caimentos e comprimentos e as linhas retas e mais fluidas da grife foram se renovando a cada temporada.

          É a marca também a responsável por, todo final de ano, realizar um projeto que visa ajudar crianças carentes dos quatro cantos do planeta. Em 2011, a grife lançou uma linha de camisetas e sacolas com desenhos pintados por crianças da América do Sul e da Ásia, que se inspiraram no tema “a história de um mundo encantado” para darem vida às estampas da coleção. O projeto, chamado de “Children Imaginary World”, tem 100% de sua renda revertida para instituições de caridade.

          A última coleção da Marni desfilada na semana de moda de Milão fez jus à tradição da marca, trazendo sua silhueta tão característica de forma sempre sofisticada. Com menos estampas do que sua coleção para a fast-fashion sueca, a cartela de cores apostou e acertou em cheio na mistura de tonalidades. Prova de que a H&M sabe muito bem onde anda investindo.

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